Ao buscar ajuda do rei da Síria em vez de confiar no Senhor, monarca de Judá enfrenta repreensão divina e encerra seu governo em meio a enfermidade e opressão

O reinado de Asa, monarca de Judá, entrou em fase crítica no seu 36º ano, quando Baasa, rei de Israel, iniciou uma ofensiva militar, fortificando a cidade de Ramá com o objetivo de isolar Judá. Em reação, Asa utilizou prata e ouro dos tesouros do templo e do palácio para selar uma aliança com Ben-Hadade, rei da Síria, em Damasco.
Com a proposta de romper o pacto entre a Síria e Israel, Asa convenceu Ben-Hadade a atacar cidades estratégicas do território israelita. A ofensiva resultou na conquista de Ijom, Dã, Abel-Bete-Maaca e outras localidades de Naftali, forçando Baasa a interromper a fortificação de Ramá. O material deixado foi então reutilizado por Asa para reforçar Geba e Mispá, cidades de Judá.
Entretanto, a estratégia de Asa recebeu duras críticas do vidente Hanani, que o acusou de colocar sua confiança em alianças humanas em vez de no Senhor. Hanani lembrou a Asa que no passado, em batalhas contra etíopes e líbios, foi a fé em Deus que trouxe a vitória. Por causa de sua decisão, Hanani profetizou que Judá enfrentaria guerras contínuas. Revoltado, Asa mandou prender o vidente e iniciou uma série de opressões contra o povo.
Nos anos seguintes, a saúde de Asa também se deteriorou. No 39º ano de seu reinado, ele foi acometido por uma grave doença nos pés. Apesar da gravidade, não buscou ajuda divina, recorrendo apenas a médicos.
Asa faleceu no 41º ano de seu governo. Foi sepultado na Cidade de Davi, em um túmulo preparado por ele mesmo. Seu corpo foi colocado sobre um leito aromatizado com especiarias e óleos, e o povo prestou homenagens com uma grande fogueira.
Seu legado, marcado por momentos de fé e por decisões controversas nos últimos anos, está registrado no Livro dos Reis de Judá e de Israel.
O texto acima pode ser encontrado no capítulo 16 do segundo capítulo do livro de Crônicas
