Três servidores do governo da Babilônia se recusam a adorar estátua de ouro e enfrentam punição real

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego desafiaram decreto do rei Nabucodonosor e afirmaram que não servirão aos deuses da Babilônia, mesmo sob ameaça de morte

Na última semana, um episódio de grande repercussão agitou os corredores do governo babilônico. Três altos funcionários da administração regional — Sadraque, Mesaque e Abede-Nego — se recusaram publicamente a cumprir um decreto real que exige adoração à estátua de ouro erguida pelo rei Nabucodonosor.

O decreto, amplamente divulgado por toda a província, determina que todos os cidadãos, independentemente de sua origem étnica ou idioma, devem se prostrar diante da imagem ao som de instrumentos musicais, sob pena de serem lançados em uma fornalha ardente.

Segundo fontes próximas ao palácio, astrólogos ligados à corte denunciaram o trio ao rei, alegando que, mesmo após o toque dos instrumentos, os três judeus permaneceram de pé, em desobediência direta à ordem real. Os acusados ocupam cargos de destaque no governo da Babilônia, o que aumentou a gravidade do caso diante das autoridades.

Ao serem conduzidos à presença de Nabucodonosor, os três homens foram questionados diretamente pelo monarca. O rei, visivelmente irritado, ofereceu-lhes uma segunda chance de se curvarem diante da estátua, advertindo que, caso se recusassem novamente, seriam imediatamente executados na fornalha.

A resposta dos acusados surpreendeu os presentes: com firmeza, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego afirmaram que não prestariam culto à imagem e declararam sua fé em um Deus que poderia livrá-los da punição. “Mesmo que ele não nos livre, jamais serviremos teus deuses”, disseram.

O desfecho do caso ainda não foi divulgado oficialmente, mas o episódio reacende o debate sobre liberdade religiosa na Babilônia e as tensões entre o culto estatal e a fé de minorias étnico-religiosas dentro do império. Até o fechamento desta edição, o palácio real não se pronunciou sobre os próximos passos da punição aos três dissidentes.

A história acima pode ser encontada no capítulo 3 do livro de Daniel

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